"Um homem caminhava por uma estrada. Caminhava há tanto tempo que não se lembrava mais do início da jornada. Não sabia de onde havia partido e nem para onde estava indo. Mas caminhava. Ele precisava continuar andando, afinal era o que restava fazer. E se divertia bastante no caminho.
Algumas vezes conhecia pessoas e andava acompanhado, outras vezes caminhava solitário. Com certa frequência ele chegava em pontos onde a estrada se dividia em duas ou três novas estradas, então deveria decidir por onde iria mesmo sem saber ao certo qual o fim do caminho. Quando escolhia um caminho, alguns bons companheiros de viagem acabavam por escolher outros e se separavam. Certos viajantes o reencontravam depois. Outros nunca se cruzaram novamente com ele.
Houve momentos que encontrou outros homens e mulheres que fincavam placas pelas estradas a fim de informar aos viajantes o destino para o qual tal estrada os levaria. Mas era muito confuso para ele, visto que cada placa falava de um destino diferente. Alguns companheiros de viagem acreditavam em uma placa ou outra e decidiam mudar de caminho. Outros permaneciam confusos e seguiam por onde achassem melhor.
Havia dias de tempo bom, dias de tempestade e dias apáticos de céu nublado. O homem passou por tudo isso. Continuava sempre em frente, dia após dia!
Até que enfim o homem chegou ao fim da estrada!"
— E então? O que havia no fim da estrada? — perguntou ansioso o jovem que houvia a história.
— Nós não sabemos, meu rapaz... — respondeu o velho que acabara de contar o relato — Nós ainda estamos no meio do caminho... A estrada, na verdade, é a vida...







